Pare de resistir e comece a criar o seu futuro.
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"Nem todos somos profissionais de Tecnologia, mas todos precisaremos ser profissionais de Inteligência Artificial."
O que é preciso para continuar relevante e prosperar como profissional em um mundo remodelado pela inteligência artificial? Este livro aborda o maior desafio de carreira da nossa era.
Com décadas na fronteira da inovação, da transformação de negócios e da estratégia de IA, Cristiano Kruel apresenta um novo framework para os profissionais que se recusam a ficar para trás.
Mais do que uma análise do que a IA muda, é um convite à ação: um caminho prático para parar de resistir à tecnologia e começar a usá-la como alavanca para construir, de forma deliberada, a próxima versão da sua carreira.
No mundo das startups, o MVP (Minimum Viable Product) ensinou empresas a lançar cedo, aprender rápido e iterar sem medo. O MAIVP traz essa mesma lógica para a carreira: na era da IA, o profissional não precisa ser perfeito ou completo, mas precisa ser minimamente viável e evoluir continuamente, usando a inteligência artificial como alavanca. A IA está impondo essa ambiguidade: se eu não chego ao mínimo, posso me tornar irrelevante; mas se consigo superar o mínimo e aprender a partir disso, então posso ser o máximo.
A expressão Inteligência Artificial tem causado muita confusão. A sensação geral é de que existem mais divergências do que convergências nas opiniões. Alguns debates até se tornaram ácidos. O mundo ainda não concordou a respeito do potencial da inteligência artificial, mas uma grande parte já acredita que
IA é provavelmente a maior história das nossas vidas.
Enquanto alguns alertam que “os dados acabarão”, percebo o oposto. O cientista de IA Yann LeCun fez um cálculo que amplia a consciência: uma criança de 4 anos, considerando o tempo acordada (16 mil horas) e que só pela visão captura 2 MB por segundo, deve ter acumulado cerca de 1014 bytes, comparável a todos os dados disponíveis na internet.
Uma criança de 4 anos capturou mais dados só pela visão do que se usou para treinar o GPT-4.
A grande transformação é que a automação está se tornando autônoma. A frase parece apenas um trocadilho,
mas é a maior virada conceitual dos últimos anos em tecnologia.
Ninguém tem certeza do que acontecerá com a indústria de software, mas ninguém nega que o modo como sempre criamos software está sendo virado do avesso. E o catalisador recebeu o apelido que parecia uma brincadeira:
Vibe coding.
Uma das principais lições que tive na China aconteceu ao acaso. Descobri que o ideograma para “pessoa” é 人, e que “robô” se escreve com três ideogramas: 机器人. A linguagem não descreve apenas como as pessoas falam, mas como pensam.
A inteligência está codada na linguagem.
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